A O.M.P.D
é uma organização espiritualista, que tem por objetivo o Caminho da Peregrinação*, longe dos sistemas religiosos. Basicamente, trabalhamos a nossa desconstrução do falso eu, através da meditação Onpôshinzuron (desenvolvida pelo
monge Junrei), dos treinos corporais e das várias vibrações, comumente conhecidas por orações. Não somos mais uma religião no palco da sociedade moderna, no sentido
de impor crenças e dogmas, não buscamos nenhum reconhecimento externo e nem discussões, observamos o silêncio meditativo e contemplamos a mais sutil manifestação da natureza em nossas vidas.

Entendemos que a sociedade edificou nos corações das pessoas um ser totalmente competitivo, ganancioso e que
constantemente está no ânimo de vitórias e conquistas, mesmo que para isso, ele precise matar milhares de pessoas em um confronto. Onde está o ensino humanista voltado à cooperação mútua e ao amor? Mas amor verdadeiro, não o frugal e medíocre amor dito da boca para fora pela maioria das pessoas. Você olha para alguém e enxerga sua roupa externa, suas posses e seus inúmeros títulos; isso é falso, é superficial e sujo. O ego é uma grande parede de pedra; uma grande muralha construída ao longo dos anos, e o que devemos fazer é irmos retirando dessa parede tijolo por tijolo, dia após dia, até que essa muralha se funda com a própria vastidão do solo. O trabalho da simplicidade do ser consiste em voltar-se para dentro de si mesmo e compreender que não precisamos de muito para sermos felizes e realizados. O simples assusta os competidores, os sedentos por poder e fama pois esse não carrega nenhum status. O trivial não é uma instigação para o ego; o ego é uma enfermidade contraída, é um mal-estar constante, uma moléstia, um câncer. Aprofundar-se no mais íntimo do ser é viajar para uma terra até então inabitada, desconhecida, onde cada um deve ser o seu desbravador, o seu próprio mestre. A visão da O.M.P.D consiste em observação e prática, vivendo em harmonia ao meio e à sociedade, servindo de exemplo ao outro, influenciando o ser e sendo influenciado por ele (positivamente).
Não precisaríamos de guerras para chegarmos à paz, mas o ser humano não cansa de andar em círculos, ele é egoísta demais para isso. Aponte um ser iluminado nos esportes, na política ou mesmo dentro das religiões de massa? Quantos competidores estão em constante sofrimento por chegarem no topo e não encontrarem ali a verdadeira satisfação da vida? A Ordem dos Monges Peregrinos Descalços é um conjunto de ideias, preceitos e regras que nos auxiliam a irmos até certo ponto do caminho, e, após isso, nada do que ficou importa, pois o um está manifesto no Todo. Um dos maiores ensinos de todos os tempos consiste em sermos seres desapegados de nós mesmos, e dos valores e crenças que nos cercam.

O amor superficial não é superior ao desapego, pois quem ama sofre, chora e até mesmo comete insanidades na loucura do largue desse amor. A prática do desapego consiste em compreendermos que nada no mundo permanecerá para sempre, e que tudo nele é transitório. Ora, se tudo é passageiro e transitório, não teríamos motivo algum de sermos apegados a imagem e forma aqui apresentada. É diante disso que olhamos o mundo com os olhos da alma, não do corpo físico que perece. Desapegar-se do eu menor consiste em sermos senhores de nossa própria mente, e não o contrário. Podemos amar, possuir coisas materiais, sermos até ricos e milionários, isso não importa, mas, desde que esse não seja o foco principal do Peregrino Espiritual. Sua busca é outra, ela consiste em algo muito maior e duradouro. Portanto, finalizo essa pequena visão da O.M.P.D com a seguinte frase, e que ela possa servir como um ponto de Luz em sua mente no que diz respeito ao raciocínio da contemplação: “O ego é o descontentamento desenvolvido pela sociedade, para que o ser possa viver no constante sonho, e não saia do mundo das ilusões”.
*O termo Peregrinação aqui exposto, faz referência ao fenômeno chamado vida, a qual estamos temporariamente passando e que em determinado momento desse processo, decidimos modificar nossos velhos hábitos em hábitos saudáveis, fortes e perenes dentro da Espiritualidade Maior.



