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O Inconsciente: O Oceano Invisível da Consciência

Atualizado: 9 de ago. de 2025

O Inconsciente: O Oceano Invisível da Consciência


Na senda silenciosa dos peregrinos da alma, descobrimos que a mente não é apenas aquilo que pensamos. O verdadeiro templo da consciência se estende muito além das palavras, além dos pensamentos, além do que imaginamos ser "nós". No coração desse mistério, encontramos o Inconsciente — individual, coletivo e planetário — como vastos oceanos invisíveis que sustentam a embarcação do espírito.


O inconsciente individual é o campo oculto de nossa própria alma. Nele repousam memórias esquecidas, dores adormecidas, padrões de comportamento que herdamos e reproduzimos sem perceber. É como um solo profundo, fértil, mas coberto por folhas do tempo. O monge que deseja conhecer a si mesmo deve descer a esse vale interior com coragem, compaixão e silêncio. Pois é nesse mergulho que ele encontrará a chave da verdadeira libertação.


Já o inconsciente coletivo, como nos ensinou o mestre Carl Jung, é o grande campo compartilhado da humanidade. É a herança ancestral que nos une uns aos outros. Nele vivem arquétipos, símbolos sagrados, mitos eternos e histórias não contadas que vibram através dos séculos. Quando um monge contempla o fogo, a cruz, a montanha ou o mar, ele está acessando imagens vivas do inconsciente coletivo, que falam em silêncio à alma humana. Por isso nossos rituais, orações e símbolos são tão poderosos — porque tocam camadas profundas de todo o ser humano.


Mas há ainda um mistério maior: o inconsciente planetário. Este é o campo energético da Terra viva — a Mãe Divina em sua expressão planetária. Nele pulsa o sopro dos elementos, os registros das espécies, as dores da floresta, os clamores dos oceanos, os cantos dos pássaros, e até mesmo o sofrimento silencioso dos povos esquecidos. Esse inconsciente vibra com o campo akáshico da Criação. Quando um monge caminha descalço pela serra em oração, ele toca essa consciência viva da Terra, e a Terra, em gratidão, toca seu coração com sabedoria e revelação.


A Ordem dos Monges Peregrinos Descalços entende que a iluminação não se dá apenas no alto das montanhas, mas também nas cavernas da psique. O monge que verdadeiramente deseja conhecer a Verdade deve aprender a escutar não apenas os sussurros do céu, mas também as vozes do inconsciente, tanto as suas quanto as do mundo. E nessa escuta profunda, ele se torna canal do sagrado, ponte entre o visível e o invisível.


Quando curamos nosso inconsciente individual, curamos também parte do inconsciente coletivo. E quando oramos pela Terra com o coração aberto, tocamos os campos sutis do planeta. Assim se forma a grande rede dos monges da Luz: tecida no silêncio, sustentada pelo amor, regida pela Consciência Una.


Somos todos UM só Espírito, em muitos corpos, sob muitas formas.



Com reverência ao Mistério,

Monge Junrei

Ordem dos Monges Peregrinos Descalços


 
 
 

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