Paz e Guerra na Mente do Monge Peregrino
- mongejunrei

- 24 de jan. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 23 de jul. de 2023
Nos tempos atuais e principalmente no ocidente, entendemos o conceito de guerra como destruição, um fenômeno antigo que acontece entre nações, povos, grupos e partidos (a partir da imposição da força). É a imperatividade ao outro, ao semelhante, é o combate armado ou sem armas, é a luta e a pugna ideológica. A política e a religião sempre foram as duas grandes forças que desencadearam atos de destruição, desigualdades e mortes. Mas se analisarmos os livros orientais, de inúmeras tradições provectas, tais como o budismo, xintoísmo, hinduísmo, entre outras, o conceito de guerra não é apresentado exatamente como eliminação, mas como transformação e renovação do corpo e principalmente da mente (alma).

Não podemos seguir ao pé da letra os textos ditos sagrados, nem do oriente nem do ocidente, pois o que deve prevalecer sobre todas as coisas é a sabedoria. Um exemplo, dentro do livro, “A Voz do Silêncio”, de Helena Blavatsky, onde ela faz uma referência em “matar a mente”, esse é um conceito diferente, anterior inclusive a ela, muito mais profundo do que as simples palavras podem representar. Mas não se engane, ali não está sendo dado a você uma orientação para que enfie uma faca ou dê um tiro na sua própria cabeça. O sentido espiritual das coisas é sutil, muito subtil. Ele (o livro), quer transmitir a você a tênue arte de educar a mente, que devemos, em um contexto geral, subordina-la e domina-la. Dentro da Ordem dos Monges Peregrinos Descalços, não compreendemos a morte como eliminação ou extinção total do ser, mas como sobrelevação de um estado para atingir outro. Não presumimos que a morte exista; para nós, monges peregrinos, não existe o “nascimento”, muito menos a “morte”. O que acontece é que, estamos em um processo onde devemos passar por um período de determinada data à determinada data, e dentro deste "tempo" encarnados na terra, é que devemos criar causas e condições para compreendermos e vivenciarmos certas experiências, e assim florescermos. Guerra é o atrito, a fricção, esses sim são termos adequados em relação a guerra espiritual. Para você se locomover, por exemplo, deve haver o atrito da sola do seu pé com o chão, é através desse atrito que se consegue avançar e chegar a algum lugar. Passamos então a compreender o porquê desse mundo ser um mundo de conflitos, guerras, dificuldades e sofrimentos. Você pode estar vivendo em um suntuoso palácio, mas sempre aparecerá um obstáculo, e ele irá surgir de diferentes formas, ele se manifestará em algo que o fará oscilar, esmorecer e até mesmo perder o sentido da vida. Dentro de nós encontram-se todas as respostas que precisamos, existe um céu e um inferno, o demônio e Deus, e cabe a você decidir se quer continuar sendo uma pessoa falsa, negativa, mentirosa, com vícios e entregue aos prazeres carnais, tais como: sexo, bebidas, carnes, cigarros, drogas, jogos, inércia etc. Ou, você poderá optar em seguir por um Caminho de Luz, frequentando teatros, bibliotecas, centros de meditação, praticando exercícios físicos adequadamente e periodicamente, lendo bons livros. Eu como monge peregrino, utilizo o Karatê-dô como uma grande ferramenta para trabalhar o veículo que transporta o meu espírito, propiciando assim mais força, agilidade, elasticidade, resistência etc. O exercício físico simplesmente faz com que você se movimente, e sucessivamente, através de tais sequências, o seu coração irá bombear mais sangue para os seus pulmões, e esses irão oxigenar o seu sangue, fazendo com que o sangue possa chegar com mais força até os micros vasos do seu cérebro. Porque se você ficar parado o dia todo diante de uma televisão ou celular, sua vida vai passar e você não terá descoberto absolutamente nada (nem experimentado nada). Por isso vos digo, o caminho que leva a auto iluminação é estreito, cheio de “espinhos”, mas é esse que faz com que você se torne uma pessoa mais amorosa, calma, positiva, tolerante e fiel a seus princípios e sonhos. Nenhum ser iluminado, ou “anjo celestial” precisa ser invocado, nem por preces, rezas, orações ou rituais, basta você mudar o seu centro energético (campo áurico), que naturalmente essas forças irão perceber sua mudança, seu esforço para o bem e virão até você. Em outras palavras, utilize o seu esforço, sua energia para as coisas salutares, para aquilo que realmente irá permanecer e brilhar pelo cosmos da verdadeira Vida.
Monge Junrei
Que a Luz do Alto esteja sempre em nossos Caminhos.
Namastê







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