Popularidade não é sucesso.
- mongejunrei

- 21 de jan. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de jul. de 2023
Permita-me escrever um pouco mais sobre os obstáculos que vieram e que há muito me aprisionaram mentalmente, impossibilitando-me o meu avanço espiritual. Sei que quando falamos dos aspectos mentais, a visão íntima é muito característica e peculiar a cada indivíduo. Mas, num contexto geral, acredito em poder ajudar alguns irmãos e irmãs elucidando algumas inquirições acerca da minha própria experiência de vida. Quando eu passei pela chamada “Câmara das Sombras”, a própria experiência "negativa" me direcionou o olhar para as possibilidades do amanhã, ao invés dos apegos às dores do passado e de minhas lamentações recorrentes acerca de tudo.
Prontamente minha vida floresceu quando me desliguei dos desejos carnais e dos sistemas religiosos, e, como um passe de mágica a claridade reinou em meu caminho. O processo foi doloroso e muito lento, muitas vezes pensei em desistir de tudo e focar apenas no plano materialista. Lembro-me que uma voz suave me sussurrou nos ouvidos no alto da serra dizendo: “popularidade não é sucesso, felicidade é você estar bem consigo mesmo, do jeito que você é e onde você estiver”. A partir daí, não mais anseie por fama, dinheiro ou prestígio (não para a minha própria pessoa, mas para uma causa Maior, bem-aventurada no Caminho Espiritual do grande veículo).
Essas primeiras são ilusões que a própria sociedade nos condicionou a acreditar, pois tudo foi sendo construído ao longo dos anos e, hoje, infelizmente a maioria das pessoas buscam exatamente isso. Consequentemente o resultado dessa busca é a infelicidade e as incontáveis noites mistifórias. Obviamente, aponto aqui as práticas obsessivas da busca do dinheiro e do prestígio, sendo que os recursos e as condições devem ser criadas da melhor forma possível por cada um, mas sem o apego exacerbado a eles. Aprendemos com a Mãe Divina que a primavera não precisa forçar a floração de diversas espécies de plantas. O verde aparece vívido, as árvores ficam mais intensas com suas folhas, os animais ficam alegres, os pássaros cantarolam sua chegada. A primavera sucede o inverno e precede o verão, e a natureza faz isso naturalmente, mas, nós como seres humanos não, digo em relação às nossas inclinações mundanas, às nossas “ervas daninhas”, pois precisamos nos esforçar constantemente para “arrancá-las” de nosso ser e obter a capacidade de auto renovação.
O monge deve saber para onde está caminhando, deve ser lúcido, embasado em seus votos. Você não precisa seguir a multidão, ou provar nada para ninguém, nem dizer sim para agradar a todos, a única pessoa que necessita saber de algo, e viver algo, internamente falando, é você mesmo pois a felicidade é individual e corolária. Logo, o próprio Deus Vivo que habita dentro de você possibilitará o seu contentamento com a existência e o entendimento da mesma ao longo de sua Peregrinação pela terra.
Monge Junrei
Que a Luz do Alto esteja sempre em nossos Caminhos.
Namastê.







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